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RoadshowEU

Tribune Da Maderia, Maderia (Portuguese Only) Print E-mail

Empresa britânica tem na Madeira o «el dourado» português

Região é um dos melhores locais na Europa para compra de jóias e artigos de luxo

RICARDO SOARES              http://www.tribunadamadeira.pt/?article=6693&visual=2&layout=25&id=2

Uma equipa de especialistas ingleses já esteve por três vezes na Madeira com a intenção de comprar joalharia, relógios, moedas de ouro e demais artigos de luxo. O mercado é atractivo. O director da empresa sedeada em Londres garante que os vendedores não denotam estar em dificuldades económicas.

“Os portugueses sempre foram considerados bons coleccionadores de relógios e jóias”. Quem o afirma é Morne Botes, sul-africano a residir em Londres e director da RoadshowEU, empresa britânica especializada na compra e revenda de artigos de luxo que tem na Madeira um dos destinos de negócio preferenciais. As ilhas europeias são, de resto, um bom mercado para a empresa. Na Madeira já conseguiram encontrar algumas peças raras.

Representantes da empresa estiveram no Funchal na terça e quarta-feira, com sala montada no hotel Classic Savoy, onde procuraram comprar joias, ouro, diamantes, antiguidades e relógios que os madeirenses já não queiram, mesmo em mau estado de conservação. Uma equipa de especialistas viaja por toda a Europa e garante fazer os melhores preços do mercado, numa altura boa para vender já que “o ouro está em alta”. A adesão que têm encontrado é, para Morne Botes, fácil de explicar.

“As jóias em ouro deixaram de estar na moda. As pessoas já não fazem do ouro um símbolo de ostentação, não vão para eventos sociais com este tipo de joias. Sentem que já não precisam delas e por isso vêm ter connosco”, afiança.

Empresa deve voltar no próximo ano

Quem procura a empresa insere-se em variados perfis. Morne Botes garante disponibilidade para fazer avaliações dos artigos apresentados, sem quaisquer obrigações de venda. E garante não ter visto quaisquer manifestações de possíveis dificuldades económicas por parte dos vendedores.

“Temos aqui pessoas de diferentes tipos e das mais variadas idades, mas maioritariamente acima dos trinta. São pessoas que herdaram estas peças, nunca mais as usaram e têm-nas guardadas nas gavetas”, sublinha. “Não encontramos pessoas com dificuldades. Porque só procuramos material de qualidade e quem tem menos poses não possui jóias desse tipo”, realça o director da empresa.

O destino das peças compradas pela empresa, a pronto e em dinheiro, destina-se ao mercado britânico. Algumas são recuperadas e posteriormente vendidas a coleccionadores, lojas especializadas e feiras de antiguidades. O ouro também pode ser derretido e utilizado na confecção de peças modernas.

Foi a terceira visita à Madeira no espaço de quatro meses. Morne Botes diz-se agradado com a adesão dos madeirenses. No anterior evento conseguiram captar 150 pessoas. Agora o  número não passou das cinquenta.

“Isto está calmo para nós. Provavelmente só voltaremos no final do próximo ano”, afiança, sublinhando que existe sempre a possibilidade das pessoas contactarem a empresa em Inglaterra.